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Como enfrentar a dificuldade de se separar do seu filho


Crédito da imagem: pixabay

Deixar o pequeno na escola, ou sob os cuidados de alguém para ir ao trabalho, nem sempre é fácil. Essa mesma dificuldade é enfrentada também pelas crianças – em alguns casos, elas não conseguem se afastar dos pais nem mesmo na hora de dormir. A psicóloga e autora Thais Morello falou sobre esse problema, enfrentado por muitas famílias com crianças pequenas, e deu algumas dicas para resolvê-lo.

Algumas mães conseguem dar atenção total ao bebê nos primeiros meses. A nova rotina se estabelece dentro do ambiente familiar sem haver a necessidade de dividir horários com outras responsabilidades. Essa entrega ajuda a ampliar o vínculo que começou a ser criado durante a gestação. “Nos primeiros dois anos de vida, o bebê estabelece um vínculo com a mãe de uma maneira simbiótica, ou seja, o bebê se sente como uma extensão dela e, portanto, não consegue separar-se do mundo externo, pois ele depende exclusivamente da mãe para sobreviver”, explica a psicóloga Thais Morello.

Com a necessidade, ou o desejo, de voltar ao mercado de trabalho, muitas mães encontram resistência das crianças no momento da separação. “Como hoje a maioria das mulheres trabalham fora de casa, essa separação ocorre antes dos dois anos e, dependendo de como for a experiência de transição, o bebê se tornará uma criança insegura e poderá apresentar comportamentos de extrema dependência* e querer grudar na mãe”, alerta Thais.

*Importante lembrar: é normal a criança chorar e se sentir insegura nos primeiros dias ao ter de ficar em ambientes diferentes ou completamente novos, como, por exemplo, na escola. Isso pode acontecer até mesmo quando ela for deixada sob os cuidados de algum parente próximo. Os pais precisam ficar atentos a esse comportamento se verificarem que ele está se mantendo ao longo do tempo, e não diminuindo, pois isso indica que a criança não se adaptou à nova rotina

A situação inversa também é muito comum. Existem mães que se sentem culpadas por terem de deixar os filhos sob a supervisão de terceiros e acabam transformando essa culpa em compensação. Thais explica que o mais importante é a mãe entender o seu papel sem se prender a padrões: “É difícil para algumas mães desapegar do filho enquanto bebê. Por isso a importância do autoconhecimento, pois se a mãe não souber lidar bem com seus desejos, com seus sentimentos em relação ao bebê, e se ela se apegar a uma percepção idealizada do que é ser mãe, ela não suportará qualquer ato que julgar ser uma falha e se sentirá muito culpada”.

E acrescenta: “Algumas mães e pais acabam deixando os filhos dormirem em seu quarto, pois além de ser muito mais fácil, já que estão exaustos depois de um longo dia de trabalho, é uma maneira de matar a saudade e passar um tempo com o filho. Mas, com isso, eles acabam dificultando a autonomia das crianças e o desenvolvimento de sua autoconfiança e, quanto mais o tempo passar, mais dificultosa será a tarefa de estabelecer essa separação tão necessária para a saúde mental de uma criança. Claro que eventualmente não há problema, desde que seja algo de fato eventual”.

Em seu novo livro, O búfalo que só queria ficar abraçado, Thais Morello nos apresenta a história de um búfalo filhote que não consegue ficar longe de sua mãe, cuja inspiração surgiu de uma situação repetitiva em suas consultas: “Percebi a recorrência deste tema – dificuldade de separação na infância – ao atender em meu consultório pais enfrentando problemas ao lidar com seus filhos no momento de eles irem à escola ou de dormirem no próprio quarto. Percebo que, se olharmos bem de perto, na maioria das vezes são os pais que estão com medo dessa separação”.

Para ajudar as mamães que estão nessa situação, listamos 5 dicas da Thais para resolver esse pequeno problema sem causar qualquer tipo de trauma ou culpa.

DICAS

1. Dedique um tempo para ficar com o seu filho todos os dias, mesmo que sejam apenas alguns minutos. O importante é conseguir que os minutos sejam de total atenção ao pequeno.

2. Antes de dormir, pai e mãe podem se revezar na participação em brincadeiras simples. Aproveite esse momento para conversar com a criança a fim de saber como ela está se sentindo.

3. Ler um livro e depois conversar sobre os sentimentos despertados na criança durante e após a leitura.

4. No final de semana, promover um passeio em família e deixar o pai ter um tempo maior para brincar e conversar com a criança. Esses momentos de interação dos dois sozinhos também fortalece o vínculo do pai com o filho.

5. A mãe deve perceber e aceitar suas limitações. Nenhuma mãe será perfeita – e isso é bom! –, pois a criança precisa perceber que nem sempre a mãe estará junto dela e que está tudo bem.

DICA BÔNUS

“Os pais podem estar ao lado das crianças, mostrar amor, mas não precisam fazer tudo. Pais que aceitam suas limitações lidam melhor com seu sentimento de culpa e passam confiança a seus filhos, fazendo a criança entender que não precisa ser perfeita, o que a fará suportar melhor suas próprias frustrações. Então, pedir ajuda é fundamental – seja de amigos ou de avós – quando os pais perceberem que também estão com medo e passando por dificuldades.” (Thais Laham Morello).

Biblioteca do Reino

O búfalo que só queria ficar abraçado

Autoria: Thais Laham Morello

Ilustrações: Juliana Basile

Disponível no site

Era uma vez um búfalo que só queria ficar abraçado. Ele era um búfalo muito sentimental e sofria ao ficar longe de sua mãe. Um dia, a mamãe búfala teve uma ideia para ajudar seu filhotinho a se sentir melhor. Venha descobrir como ela lhe ensinou uma valiosa lição!


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