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Como, afinal, nos tornamos mães?


Crédito imagem: Freepik

Neste Dia das Mães, convidamos uma das nossas autoras para falar sobre a

experiência de ser mãe.

Quando somos crianças, a brincadeira quase sempre está presente: dar comidinha, brincar com a boneca e fazê-la dormir. Simples assim... Brincar de ser mãe costuma ser bastante divertido, e a brincadeira faz parte da vida de grande parte das meninas por muitos anos. Porém, a vida adulta uma hora chega e, com ela, pode acontecer de a brincadeira sair do mundo da fantasia e virar realidade. Uma realidade que, diga-se, é bem diferente da imaginada lá na infância.

Para as que decidem ter um filho, o dia em que o teste dá positivo vem acompanhado de uma mistura de sentimentos difícil de descrever. O frio na barriga parece um sinal de que você não está mais sozinha. Alegria, medo, incerteza, dúvida, ansiedade. Tudo isso meio junto e misturado, alternando e aumentando em ritmo galopante, acompanhando as intensas mudanças hormonais típicas do período.

Mal você consegue processar a informação e acreditar que isso está realmente acontecendo com você, e as mudanças na vida já estão ocorrendo: ida ao médico, ultrassom, mudanças na alimentação, proteção solar, prevenção contra estrias, atividades físicas, repelentes e tudo mais que for recomendação do momento. A movimentação é grande e, embora essas atividades pareçam coisas corriqueiras, não são.

Fazer um ultrassom, por exemplo, pode ser mais emocionante do que qualquer coisa que você já tenha feito na vida. As consultas de rotina do pré-natal vão ser os dias mais esperados dos seus próximos meses. Junto disso, uma lista, geralmente extensa, do que você pode e do que você não pode vai, aos poucos, sendo absorvida no seu dia a dia. Uma outra lista de palavras entra para o seu vocabulário, e logo você consegue mencionar termos médicos e medidas de peso de um feto quase como um especialista!

A mudança na vida já parece grande, mas se torna muito pequena quando o bebê (depois de cerca de 40 meses), enfim, nasce. Se antes você ainda sentia alguma autonomia, como decidir a hora de tomar banho e de jantar, agora isso é coisa do passado. Não demora nem uma semana para você entender que aquela brincadeira de criança não tem nada a ver com a realidade de uma mãe.

Os esforços para atender a um bebê recém-nascido costumam ser muito grandes – e nem sempre são suficientes para acalentar um choro desenfreado no meio da madrugada. Entre privações de sono, mudanças na rotina e nas prioridades da vida, você vai percebendo que, afinal, você se transformou em uma mãe.

Dos primeiros meses aos primeiros anos, da pré-escola à maioridade do seu filho – e muito depois disso – provavelmente não haverá um momento da sua vida em que você irá agir ou decidir algo importante para você sem antes pensar em seu filho. Não nascemos mães e tampouco sabemos a realidade da maternidade antes de vivenciá-la. Talvez a ciência, com suas leis, ou as religiões consigam explicar a entrega e a doação que ocorrem a partir da maternidade.

O que é certo é que, de um jeito ou de outro, a gente se transforma na melhor mãe que nossos filhos podem ter e, junto com essa mãe, pode emergir também um ser humano ainda melhor, que aprende a se dedicar mais a outra pessoa do que a si mesmo e a ver a vida de um jeito nunca antes visto.


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