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Hora da soneca

16 Apr 2018

 

Tenho dúvidas ao afirmar categoricamente que minha paixão por sonecas surgiu somente na idade adulta. Ao que tudo indica (pesquisas sérias e desculpas esfarrapadas ou pesquisas esfarrapadas e desculpas sérias), o cochilo é uma necessidade humana e, portanto, animal. Logo, deveria ser mais comum em nossa sociedade tirar uma soneca todos os dias, certo?  

 

Foi o que imediatamente imaginei naquela tarde quente, ao encarar a tela do notebook após o farto almoço, enquanto a absurda sensação de sono tomava conta de mim. 

 

A tela em branco, sem uma ideia ou palavra escrita, não chegava a me assustar. Mas foi apavorante a sensação de querer fechar os olhos e não poder me entregar ao descanso por alguns minutos. “O que

há de errado nisso?”, pensei já meio bravo (quando estou com sono fico um tanto rabugento).  

 

Enquanto minha filha recém-nascida cochilava no quarto ao lado, sem culpa alguma,  eu 

fantasiava mergulhar a cabeça na pia do banheiro para acordar e voltar ao trabalho (o que era um absurdo, pois já havia escovado os dentes). Afinal, precisava escrever um novo texto. Era o meu combinado comigo mesmo.  

 

A ideia de molhar os cabelos escoou rapidamente pelo ralo (caso contrário, talvez estivéssemos conversando sobre o livro Hora de enxaguar o rosto ou algo tão refrescante quanto). A questão é que

eu estava desesperado, procurando uma saída para poder encostar a cabeça em qualquer canto (os melhores cochilos são longe da cama) e, ora bolas, cochilar! 

 

Com certeza, após 15 minutos, meia hora ou três horas, em algum momento eu acordaria e estaria mais disposto, renovado! Acontece que a sociedade, ou seja, os adultos julgam demais e de forma equivocada quem curte uma soneca, como eu e você.  

 

Quem é doido para recusar uma soneca? Bem, crianças..., mas elas estão no direito, estão cheias de energia. Agora, os adultos... Os adultos deveriam ser um pouco mais espertos... Coisas da vida, né?  

No meu caso, nem sei dizer se a história que comecei a contar sobre tamanha nhaca teve um final feliz ou não, porque no fim das contas resisti bravamente e não cochilei. O que foi meio ruim. Só que o que

me despertou foi exatamente a ideia do livro Hora da soneca, o que foi bastante bom.  

 

Eu comecei a pensar se os animais também gostavam de cochilar e quais eram os lugares favoritos deles. (Quem adivinha o meu?) 

 

O primeiro verso escapou dos meus dedos sem eu pensar: "A formiga vive no formigueiro, mas tira sua soneca no cupcake de brigadeiro". Achei engraçado e os outros jogos de palavras foram surgindo naturalmente.  

 

Depois que o livro estava pronto, tinha mais um montão de situações divertidas que queria mostrar para as crianças e, por isso, algumas delas até viraram músicas (que podem ser conferidas lá no meu site:  www.marcelojuca.com). 

 

O livro foi publicado e estou superfeliz. Ao mesmo tempo, tomei uma importante decisão para minha vida! Sempre que consigo, fecho os olhinhos por alguns minutos para descansar, sem culpa de nada!  

No fim, sou um apaixonado por sonecas! E sugiro que vocês façam o mesmo enquanto crianças, mas também quando crescerem. Tirem muitas sonecas. É uma delícia e ainda faz bem para saúde! Menos gente rabugenta, chilicando e com cara de morto-vivo. 

 

Tenho certeza que o pessoal vive trombando na rua, tropeçando, votando errado e brigando muito por falta de soneca. Xô, estresse.  

 

Chegou a hora, então, queridas crianças, de a soneca ganhar a liberdade. Lutemos pelo direito de

babar e roncar logo após o almoço, de fazer de qualquer lugar a cama e de transformar a jaqueta 

em travesseiro. Depois, basta escovar os dentes para espantar o bafinho e seguir com as aventuras

do dia!  

 

 

Sobre o autor:

 

 

Marcelo Jucá é uma raposa. É também jornalista, educador e escritor. Ele adora tomar banho e usar meias (não ao mesmo tempo!). Conheceu muitas pulgas e brincou de esconde-esconde com um camaleão. Já fez coisas legais: plantou uma árvore, virou papai e publicou alguns livros. Foi reconhecido por alguns prêmios literários e corta o próprio cabelo. É claro que adora tirar uma soneca, de preferência nas costas de uma baleia.

 

 

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